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quarta-feira, 28 de abril de 2010

chamem a Marinha


Bolsa afunda quase 6%

A praça portuguesa segue a perder 5,86%, penalizada pelo sector da banca que viu a Standard & Poor's cortar o seu rating, após a descida da notação de risco de Portugal.

ver mais em: Jornal Expresso

Chamem a marinha e os bombeiros para salvar o país que os políticos tão a meter água e ainda arrastam o país pró fundo.

Afinal os Submarinos Fazem Falta


Teixeira dos Santos afirmou hoje que "o país tem de responder a este ataque dos mercados" e diz que a decisão da Standard & Poor's não acalma os mercados, "pelo contrário".
Também acho...
Ainda bem que podemos contar com os novos carros de combate Pandur e com os novos Submarinos que custaram uma ninharia e não contribuíram para o descalabro financeiro em que estamos metidos.
bora lá dar cabo dos gajos que nos estão a massacrar e das malditas agências de rating.

E o nosso ministro continua ...
"Há que focar a atenção naquilo que é e deve ser prioritário para o país, pois as dificuldades da crise ainda não acabaram e o que importa é ultrapassa-las o mais rapidamente possível a bem da robustez e solidez da recuperação económica e do reforço da competitividade da economia portuguesa".
Concordo, mas...
E os prémios milionários que alguns administradores de empresas com capitais públicos auferem, também vai ser revisto?
E os valores do dinheiro a ser atribuído à assembleia da republica destinado aos gastos correntes, também vai ser revisto?
Pois...
Tou a ver...

sexta-feira, 26 de março de 2010

Um milhão pode ficar sem médico

Um milhão de portugueses pode vir a ficar sem médico.
 ver mais: Correio da Manhã

Livra, antes isso que ficar sem TV Cabo.
depois como é que se via o futebol.
Sem médico não há problema, agora sem televisão, a gente pode mesmo chatear-se e fazer uma greve geral.
Vejam lá, hãã...


sábado, 13 de março de 2010

Podia passar sem este governo? Poder, podia, mas era a mesma coisa...

A historia é simples, vamos de Lisboa para Espanha pela A6 na companhia de uma amiga estrangeira e vamos respondendo às questões por ela colocadas. 

Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.
Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.
Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.
Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.
Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém! 


Pois é meus caros, isto é uma historia, mas é prova irrefutável daquilo que infelizmente todos nós já sabemos.
Somos uma cambada de doidos e não temos ninguém à altura para governar este belo pedaço de terra a beira mar plantado.
Só me apetece chorar... 
Quem escreveu este texto não fui eu, mas sim o jornalista Miguel Sousa Tavares.
Para quem quiser ver a cronica no original ou as cronicas de Miguel Sousa Tavares  no jornal Expresso, aqui ficam os link`s :
 

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Ajudas

Anda para ai tanta "gentinha" a pedir ajudas para tudo e para nada ao governo.
Porque o vento destruiu isto ou aquilo.
Porque a chuva alagou isto ou aquilo.
Porque não choveu, Porque choveu, porque fez geada, porque não fez...
...eu sei lá, ultimamente pede-se ajuda ao governo para tudo e para nada. Será que quem pede estas ajudas nunca ouviu falar de seguros contra precisamente este tipo de riscos? Parece é que tão todos à mama, não fazem os seguros que são caros, mas quando a merda acontece vão exigir do governo.
haja paciência.
Já agora, hoje choveu tanto que o meu relvado de casa ficou um poucochinho danificado, tipo, ali um cantinho...
... e se eu fosse reivindicar uma ajuda ao estado para arranjar o estrago?
É estúpido não é!??

Propostas de Emprego

Pois, é oficial.
com as saídas do sôr. Victor Constâncio, eleito vice presidente do B.C.E. e do sôr Rui Pedro Soares, que renunciou ao cargo de administrador na P.T.
Abriram duas novas vagas para tacho.
Portanto, já sabem, tratem de enviar os curriculumzitos para, vocês sabem quem.
Eu já mandei o meu, mas parece que tirei o curso numa faculdade a serio e então não cumpro com os requisitos.